Deu de cara com a parede…

Quero começar esta pequena reflexão sobre Pentecostes com um curioso fato que aconteceu com uma tia minha (irmã de minha mãe) que mora próxima à cidade de Porto Seguro na Bahia. Ela sempre se apavora toda vez que os sinais de chuva aparecem, mas seu maior pavor não é a chuva em si e sim o que vem antes dela que são os trovões e os relâmpagos.

Certa vez, minha tia estava na lavanderia de sua casa quando ouviu um forte relâmpago, logo em seguida virou-se em direção da porta da cozinha e começou a correr para lá em busca de um lugar seguro, mas o medo dela era tão grande que perdeu até a noção do espaço e ao invés de entrar pela porta, ela deu de cara com a parede. Isso acabou se tornando algo muito engraçado, mas até hoje minha tia tem pavor de relâmpagos e trovões.

Eu contei esse fato porque quero lembrar que os sinais são muito importantes para nós, tanto na natureza quanto também na nossa vida espiritual, mas o que não podemos é ficar presos nos sinais ou achar que eles são mais importantes do que aquilo ou aquele (a) que eles indicam. Isso sim seria um grande risco!

Vale lembrar que tanto Maria quanto os apóstolos reunidos no cenáculo em Jerusalém, antes de receberem plenamente o Espírito Santo prometido por Jesus, testemunharam uma grande manifestação de sinais. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e repousaram sobre cada um deles. (Atos 2,2-3).

Da pra imaginar o que faríamos se estivéssemos no lugar deles ou que sentimentos teríamos se fossemos um de nós naquele cenáculo?

Olhando esse trecho da palavra de Deus, a vida de Maria e a dos apóstolos, podemos concluir que eles não ficavam parados nos extraordinários sinais e muito menos se rendiam ao medo, pelo contrário, mesmo com todas as dificuldades que tinham, eles sempre se deixavam conduzir pelo Espírito Santo de Deus e davam total liberdade a sua ação. E é justamente esse exemplo que devemos seguir para não perdermos o essencial, o nosso foco e a graça de Deus.

Deus sempre usa de sinais para chamar a atenção do seu povo, mas os sinais são apenas indicadores de sua presença..

Devemos ir além e perceber que a maior experiência do cristão não deve ser o dom em si, mas o doador dos dons.

Deus abençoe.

Um abraço,

Nando Mendes

 

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