Fiquei até sem reação…

É natural sair de um retiro e ficar marcado por algo ou por algum momento, especialmente quando vamos de coração aberto e dispostos a ouvir a voz e Deus e acolhe-la com generosidade em nós. Recentemente fui chamado a ministrar o louvor e um momento de Efusão no Espírito Santo num retiro aqui em São Paulo e um fato me chamou a atenção, me fez refletir muito e quero partilhar com vocês.

Enquanto conduzia aquele momento de oração, tocando meu violão e cantando, uma pessoa que fazia parte de outro ministério de música, aproxima-se de mim com aquele jeito de quem vai pedir alguma coisa, e antes mesmo que eu pudesse me preparar para uma resposta, essa pessoa me pegou de surpresa e pediu pra cantar comigo. Confesso que fiquei até sem reação e achei uma falta de discernimento da parte dela, pois eu estava em meio à oração e muito concentrado. Acabei permitindo que ela cantasse, mas o pior veio em seguida… Foi ouvir sua justificativa:

 “É que não estou muito bem, não me sinto preparada para rezar por ninguém e não sabia o que fazer no retiro”.

Nesse momento fiquei triste por ouvir que seria esse o motivo do seu canto e do exercício de seu ministério, e como não era o momento propício para eu perder o foco e minha concentração no que estava fazendo, me restou deixar para conversar com essa pessoa particularmente depois, ainda mais porque se tratava de uma pessoa que já cantava a alguns anos na Igreja (semanalmente nas Missas), e até em retiros. Isso me preocupou ainda mais.

O fato é que essas palavras também me fizeram pensar muito no momento atual da nossa Música Católica.

Temos visto um crescimento muito rápido no número de ministérios, de cantores e de bandas católicas, até pela exposição atual nas grandes mídias sociais. Mas em compensação o número de retiros, de momentos de formação e de partilhas entre nós, tem sido bem menor se comparando com esse crescimento rápido da Música Católica, você não acha? Isso sem falarmos da realidade em nossas paróquias. Se a formação espiritual e técnica não acompanhar esse crescimento da Música Católica, correremos o risco de vermos cada vez mais músicos superficiais, sem espiritualidade e despreparados, preocupados apenas com a realização pessoal de ser um cantor ou algo parecido. Quando na verdade nosso ministério é muito mais que isso. “Somos uma extensão do ministério de Cristo” e essa música (vídeo) a baixo retrata bem essa nossa realidade como ministro da música católica e cristão (combatente na fé).

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